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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Desista!

Escrito originalmente em um parágrafo, porém modificado na tradução em português, o conto consta no livro "Narrativas do espólio", de Franz Kafka, com tradução de Modesto Carone, e publicado pela Companhia das Letras.


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Desista! 

Era de manhã bem cedo, as ruas limpas e vazias, eu ia para a estação ferroviária. Quando confrontei um relógio de torre com o meu relógio, vi que já era muito mais tarde do que havia acreditado, precisava me apressar bastante; o susto dessa descoberta fez-me ficar inseguro no caminho, eu ainda não conhecia bem aquela cidade, felizmente havia um guarda por perto, corri até ele e perguntei-lhe sem fôlego pelo caminho. Ele sorriu e disse:
“De mim você quer saber o caminho?”
“Sim”, eu disse, “uma vez que eu mesmo não posso encontrá-lo”.
“Desista, desista”, disse ele, e virou-se com um grande ímpeto, como as pessoas que querem estar a sós com o seu riso.

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Gibs auf!

Es war sehr früh am Morgen, die Straßen rein und leer, ich ging zum Bahnhof. Als ich eine Turmuhr mit meiner Uhr verglich, sah ich, dass es schon viel später war, als ich geglaubt hatte, ich musste mich sehr beeilen, der Schrecken über diese Entdeckung ließ mich im Weg unsicher werden, ich kannte mich in dieser Stadt noch nicht sehr gut aus, glücklicherweise war ein Schutzmann in der Nähe, ich lief zu ihm und fragte ihn atemlos nach dem Weg. Er lächelte und sagte: "Von mir willst du den Weg erfahren?" "Ja", sagte ich, "da ich ihn selbst nicht finden kann." "Gibs auf, gibs auf", sagte er und wandte sich mit einem großen Schwunge ab, so wie Leute, die mit ihrem Lachen allein sein wollen.

Franz Kafka. Tradução de Modesto Carone.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

o único final feliz para a história de amor é um acidente(?)


"o único final feliz para a história de amor é um acidente"

(mensagem do escritor João Paulo Cuenca via Twitter, 26/fev/2010)

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Mas meu lado pisciano combate fortemente essa ideia, preciso desse embate para ainda ser pisciano.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

a cultura do fragmento na música + tomorrow, in a year



Hum... acabo de me dar conta como hoje as pessoas, culturalmente, apreciam músicas (hits), e não álbuns (música), como antigamente. Vemos pouquíssimas pessoas que carregam em seus microaparelhos de mp3 (mp4 ou afins) discos inteiros; hoje a cultura é a do hit, da música da novela, do filme, do single da rádio...

Não sei ao certo de onde adquiri essa cultura de ouvir um disco inteiro, e não faixas avulsas... Talvez eu devo esse hábito aos vinis... ou aos excelentes álbuns conceituais do Rock/Prog, ou até mesmo às óperas...

E em plena cultura de downloads e mp3, eu ainda continuo a carregar meus aparelhos com discos inteiros: uma obra completa, e não fragmentada.

E por falar em discos inteiros, estou aqui conferindo o novo disco dos suecos do The Knife. "Tomorrow, in a Year" é um experimentalismo sem tamanhos, para ouvidos exigentes (e extremamente pacientes). Vamos ver como termina essa electro-ópera inspirada na obra de Charles Darwin.