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quarta-feira, 20 de abril de 2011

flower gal

hoje me deparei com uma cena meio blue. uma mulher, nos seus 50 anos, provavelmente mãe, de estatura pequena, com os cabelos despenteados, desarrumados, com uma cesta de rosas vermelhas. ela as vendia. passava em meio a uma multidão, a qual eu também fazia parte. véspera de feriado. semana santa. noite já, e todo mundo preocupado só em chegar em casa depois do trabalho, depois de um dia inteiro. ela ainda trabalhava. flower girl. observava todos na multidão. encarava alguns, outros apenas de relance. procurava algo. mas ela não oferecia suas flores para pessoas solitárias, como eu. ela buscava algo a mais. buscava casais. o cavalherismo nos namorados que encontrava. buscava a espontaneidade, pura como o amor. talvez ali não havia amor. só solidão, carência, contratos, acomodações. eu, em minha mais companheira solidão, senti-me ainda mais só, mas cheio de amor. aquelas rosas me encheram de amor. as flores que ela não me ofereceu foram dadas a mim pelo tempo, por aquele momento. eu, em retribuição, queria comprar uma de suas rosas e presenteá-la, aparentemente uma frágil mulher, porém muito forte. queria dá-la um presente seu, o mesmo que ela oferece aos outros. e todos os dias. talvez alguém compre. um jovem casal, um romântico incurável qualquer. mas os que não compram suas rosas são presenteados mesmo assim com aquela pureza, com seu amor. sua força e beleza. não é qualquer pessoa que pode vender rosas. nem todos conseguem carregar uma cesta de flores. não sei se eu conseguiria. ela se afastava. mas ninguém comprava suas flores. ninguém ali amava. ninguém ali era puro, só ela. that flower girl. ainda era noite. e não havia passado ainda um minuto disso tudo. mas ela já havia desaparecido na escuridão. os postes de luz já não a iluminavam às nossas vistas mais. só meu olhar a seguia. só. e as palavras perdiam seus sentidos, seus significados. um signo puro, sem significante. só a imagem, só o momento. fugaz também. sem trilha sonora. não era necessária. nem falas. nem iluminação. só isso. só ela. só a solidão. só. (and words are useless. especially sentences. they don't stand for anything. how could them explain how I feel?)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

o único final feliz para a história de amor é um acidente(?)


"o único final feliz para a história de amor é um acidente"

(mensagem do escritor João Paulo Cuenca via Twitter, 26/fev/2010)

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Mas meu lado pisciano combate fortemente essa ideia, preciso desse embate para ainda ser pisciano.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Das weiße Band, 2

Para mim, cena das mais emocionantes do filme Das weiße Band (2009).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sabedoria do dia:

Só se dá valor quando se perde.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

trilha sonora para uma segunda-feira de manhã (e para depois dela) #4


Você Perdeu (Márcio Valverde/Nélio Rosa) (Por Maria Bethânia)

Noves fora, quase nada
E era de vidro o anel
Meia volta na ciranda
Não há estrelas no céu
Não tem saudade nem mágoa
Meu amor fala outra língua
De você o que naufraga
De você só o que míngua
Sua graça não me anima
O meu pranto não é seu
Já dobrei aquela esquina
Onde você me perdeu

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Vou dizer num verso breve
Pra por num samba-canção
Que hoje a minha vida é leve
Sem você no coração
Hoje tenho quem desvele
Quem me vista à fantasia
Quem escreva em minha pele
Coisas que eu não lhe diria
Hoje a minha vida rima
E agradeço àquele adeus
Que eu vi naquela esquina
Em que você me perdeu

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Foi você quem se perdeu de mim

trilha sonora para uma segunda-feira de manhã (e para depois dela) #3

Serei Feliz (Vinicius Cantuária/Marina Lima/Ronaldo Bastos) (Por Marina Lima)

Quem será o mestre que vai dizer
Quem domina a arte de separar
Eu também pensava saber viver
Mas a nossa história me fez chorar

Serei feliz
Quando a dor passar
Serei feliz
Quando o novo amor chegar

Diz que vai embora e tudo bem
Que eu só preciso de calma
Aprender a falta que faz um bem
Sem pintar vazio na alma

Serei feliz
Quando a dor passar
Será que eu
Serei feliz
Quando o novo amor chegar

trilha sonora para uma segunda-feira de manhã (e para depois dela) #2

Não Sei Dançar (Alvin L.) (Por Marina Lima)

Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões...

E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa prá lembrar...

Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei
Se eu mereço
Os quartos escuros
Pulsam!
E pedem por nós...

E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa prá lembrar
Se você quiser
Eu posso tentar
Massss!...

Eu não sei dançar
Tão devagar
Prá te acompanhar...

Eu não sei dançar
Tão devagar
Prá te acompanhar
Prá te acompanhar...

trilha sonora para uma segunda-feira de manhã (e para depois dela) #1

Faz o Seguinte (Renegado) (Por Aline Calixto)


Faz o seguinte
Deixa tudo como antes
O sol e a lua são amantes
Mas não podem se encontrar
Tá tudo certo
Deixa terminar assim
O amor só é amor quando tem
um triste fim
Eu tentei, mas não pude te agradar
Não bastou o céu e o mar
Pra poder te saciar
Eu joguei sentimentos no abismo
Nesse jogo de cinismo
eu não vou te acompanhar

Dei a mão e lhe cedi o prato
Mas com sentimento ingrato
Você tenta me pagar
Você cobrou, mas agora
estou bem certo
Seu amor que é desonesto
Não fui eu o traidor

Trouxe a dor a quem lhe deu carinho
E a dor de estar sozinho não consegui suportar
Devo ir, aprendi novo caminho
Na estrada do vazio
Só deves ficar

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O meu sim

O Meu Sim (Marina Lima/Antonio Cicero)

E eu quisera ser só seu
Quando o mundo era menor
E hoje eu sei
Que sou mais eu
Prá melhor ou prá pior

E eu vou seguindo
Alguns sinais
Que primeiro eu inverti
Mas quando eu puder olhar prá trás
Você vai brilhar ali

Perigo na curva
Proibido parar
Antes de chegar a mim
Minha vida absurda
E a terra a girar
Quem escuta o meu sim?
Quem escuta o meu sim...

Quem sabe um dia
Eu lhe descrevo
Estes círculos que penso
Ao navegar por certos trevos
Em que os sonhos são mais densos

E às vezes alta madrugada
Ficam dúvidas com tudo
Quem sabe o fim não seja nada
E a estrada seja tudo

Perigo na curva
Proibido parar
Antes de chegar a mim
Minha vida absurda
E a terra a girar
Quem escuta o meu sim?
Quem escuta o meu sim...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

a sangre y fuego

Cien Sonetos de Amor 

LXVI 

No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.

Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.

Tal vez consumirá la luz de enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.

En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego. 

Pablo Neruda

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sinfonia n° 1: Adagio

Foi anunciado o adagio.

O allegro já se foi.

Rondó? Antes ainda um minueto?

ou

não se segue o Allegro Molto na Sinfonia n° 9 de Dvořák?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Microcontos: [Sem título, 30] ou Reticências ao silêncio

[Sem título, 30] ou Reticências ao silêncio

Não queria falar. Dizer a cruel verdade. Reminicências: medo e silêncio no ar. Crises da idade? Esconde-se atrás de constantes reticências.

Du Siqueira

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Microcontos [Sem título, 17]

[Sem título, 17]

Sono. Mas deveria ficar atenta. Há dois dias e noites não dormia. Vigiava. Pestanejava. Acordava de repente. Ele sairia do coma? Sim: R.I.P.

Du Siqueira

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Microcontos: [Sem título, 13]

[Sem título, 13]

Deitada. Toda de branco. Não, não era noiva. Aquelas roupas não lhe pertenciam. Branco. Náusea. Pálida. Soro em suas veias. É, não deu certo.

Du Siqueira